Gigantes de tecnologia violam regras eleitorais no dia da votação
Olha só que cilada: enquanto o Brasil estava nas urnas no domingo (4), escolhendo seus representantes no primeiro turno das eleições de 2026, as redes sociais continuaram fazendo o que não deveriam fazer — veiculando anúncios políticos e recomendando conteúdos de candidatos.
Um levantamento do Observatório das Big Techs, do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro, comprovaria isso tudo. A pesquisa detectou que plataformas como Facebook, Instagram, TikTok e outras continuaram operando suas máquinas de publicidade e algoritmos recomendadores mesmo no dia crítico das eleições.
Segundo as regras eleitorais brasileiras, propaganda política deveria estar suspensa no dia da votação. Nada de anúncios pagos, nada de recomendações artificiais de candidatos — era pra ser um dia limpo, democrático, onde cada eleitor escolhesse com tranquilidade, sem interferências algorítmicas.
Mas não foi bem assim. As big techs, como de costume, ignoraram a regulamentação. E isso levanta perguntas importantes: essas plataformas respeitam efetivamente as leis eleitorais brasileiras? Ou continuam jogando por suas próprias regras, desafiando autoridades?
O estudo do Observatório das Big Techs abre debate fundamental sobre soberania eleitoral e capacidade do Estado em fiscalizar gigantes da tecnologia que operam no Brasil.