Camilly Victoria reage a rótulo de ‘nepo baby’

Camilly Victória, filha de Carla Perez com Xanddy, voltou a movimentar as redes sociais após abrir uma caixa de perguntas para seguidores. Entre curiosidades sobre rotina, carreira e planos, um tema chamou atenção: o rótulo de “nepo baby”. O termo, derivado de “nepotism baby”, costuma identificar filhos de celebridades cujo espaço profissional estaria ligado à influência familiar.Diante da pergunta direta — “Cami, como você lida com a questão de ser ‘nepo baby’?” — a jovem decidiu aprofundar o assunto. Em vez de fugir da polêmica, ela contextualizou o conceito e explicou por que não se reconhece nessa definição. Além disso, trouxe um recorte social para o debate, o que ampliou a discussão entre os fãs.“Essa pergunta é muito boa. Para ser muito honesta, se a gente for falar de uma forma sistemática, ser nepobaby não se aplica a mim. Nepobaby vem de pessoas brancas que têm gerações de riqueza que as impulsionam e que lhes dão mais credibilidade e mais oportunidades”, iniciou.Na sequência, Camilly reconheceu o cenário em que cresceu, embora tenha destacado a trajetória dos pais antes da fama. Segundo ela, tanto Carla quanto Xanddy construíram a própria história com esforço e disciplina. Portanto, a herança que recebeu vai além da visibilidade pública.“Eu nasci de dois artistas famosos. Se formos usar o linguajar de forma informal, só para dizer que os pais têm dinheiro, sim, eu seria uma. Mas meus pais não nasceram em berço de ouro, eles vieram de pouco dinheiro e trabalharam muito, mas muito mesmo, para chegar onde chegaram e dar a vida que eu e meu irmão temos hoje. Acredito que todos os pais gostariam de poder fazer isso”, acrescentou.Embora admita os privilégios, ela associa o crescimento pessoal aos valores ensinados dentro de casa. Assim, reforça que conforto financeiro não substitui formação de caráter. Ao mesmo tempo, sustenta que oportunidades não anulam responsabilidade individual.Camilly também detalhou como os pais conduziram a criação dos filhos. Desde cedo, segundo ela, a família abordou a possibilidade de perdas e instabilidades. Dessa forma, a jovem afirma que aprendeu a não tratar conquistas como garantias permanentes.“Eles também ensinaram a gente, bem cedo, que tudo o que temos hoje podemos perder amanhã, e isso é algo que nunca vai sair da minha cabeça. Temos muuuuuuuuuuuitos privilégios, mas nunca deixamos que esses privilégios mudassem nossas prioridades. Poder cuidar de nós mesmos, trabalhar, ser os melhores no que fazemos, isso veio de como fomos criados, e não do que nos foi dado. Hoje somos adultos, e nossos pais não saem nos dando tudo o que queremos só porque queremos. Temos que trabalhar para conquistar as nossas coisas, porque é isso que forma caráter.”Por fim, ela destacou independência e construção de identidade. “Meus pais nunca mimaram a gente. Estudamos, aprendemos e crescemos, e hoje somos nossos próprios seres humanos. Não somos réplicas dos nossos pais. Temos nossas próprias metas e, todos os dias, tentamos ser a melhor versão de nós mesmos. O privilégio é algo que infelizmente não é simplesmente apagado, ele faz parte das nossas vidas. E, pelos nossos pais terem feito de tudo e mais um pouco para nos dar a vida que temos hoje, não deixamos de fazer de tudo para construir as nossas próprias histórias”, finalizou.