Um movimento voltado a pessoas com 60 anos ou mais ganhou força nas redes sociais recentemente, ao defender a adoção do termo NOLT para substituir expressões como terceira idade e idosos, no Brasil. A proposta busca redefinir a forma como essa faixa etária é vista socialmente e estimular participação ativa na vida pública. As informações são do O GLOBO.A sigla significa New Older Living Trend, ou nova tendência de viver a maturidade. A ideia central é afastar estereótipos associados ao envelhecimento e apresentar um estilo de vida baseado em autonomia, produtividade e presença social.Quem se identifica com a classificação rejeita imagens associadas ao isolamento após a aposentadoria ou a atividades vistas como restritas ao ambiente doméstico. Também não se reconhece em expressões como “melhor idade” ou “terceira idade”, defendendo continuidade de projetos pessoais e profissionais.O conceito nasceu no ambiente digital e tem como pilares o protagonismo na maturidade e a disposição para reinventar trajetórias. Integrantes desse grupo investem em estudos, viagens, aprendizado de idiomas e tecnologias, mudanças de carreira e criação de iniciativas próprias.Para esse público, a idade cronológica não determina estilo de vida nem limita escolhas. Há, contudo, quem avalie que a expressão pode reforçar um padrão de “velho jovem” e, em contextos de desigualdade, ocultar dificuldades enfrentadas por parte da população idosa ou incentivar pressão por desempenho constante.A proposta não envolve negar o passar dos anos, mas reivindicar espaço e visibilidade. O foco está na continuidade de relações, experiências e aprendizados, com autonomia e participação social.O debate ocorre em meio ao avanço do envelhecimento populacional. Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que, até 2060, cerca de um em cada quatro brasileiros terá 60 anos ou mais, percentual que pode alcançar 25,5 por cento da população.