Um episódio grave de racismo marcou o empate entre Corinthians e Palmeiras, no domingo, 12 de abril, na Neo Química Arena. O goleiro Carlos Miguel, atualmente no Palmeiras, virou alvo de injúrias raciais vindas de um torcedor corinthiano. O caso já mobiliza autoridades assim como os dois clubes.De acordo com o ESPM Brasil, o Sport Club Corinthians Paulista receberá notificação da polícia ainda nesta segunda-feira, 13 de abril. A solicitação inclui imagens do estádio para identificar o autor e acelerar as investigações.Depois da defesa no chute do Yuri Alberto, Carlos Miguel foi alvo de racismo de um torcedor no setor da torcida do Corinthians.No áudio do vídeo, dá para ouvir um torcedor chamando o goleiro do Palmeiras de “macaco”.ViaO Corinthians se posicionou oficialmente e afirmou que vai colaborar com as autoridades. Em nota, declarou: “O Sport Club Corinthians Paulista se manifesta publicamente para expressar total solidariedade com o atleta Carlos Miguel, que foi alvo de insultos racistas. O clube repudia veementemente qualquer ato de racismo ou discriminação, reforçando seu compromisso histórico com a luta por respeito, igualdade e inclusão dentro e fora de campo”.O texto segue: “A direção informa que não poupará esforços para identificar e responsabilizar o(s) autor(es) desse ato inaceitável, colaborando plenamente com as autoridades competentes para que as medidas apropriadas sejam tomadas. Não há espaço para racismo no futebol ou na sociedade”.Já o Sociedade Esportiva Palmeiras também se manifestou e cobrou providências imediatas. Em nota, afirmou: “Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas, incluindo a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos. Não podemos tolerar o racismo”.Tomamos ciência, por meio de notícia e vídeo publicados pelo site “Nosso Palestra”, de que o goleiro Carlos Miguel foi vítima de injúria racista durante o clássico deste domingo (12), na Neo Química Arena. Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor…Dentro de campo, o empate sem gols já indicava um clima tenso. Fora dele, a situação saiu do controle. Após o apito final, jogadores e seguranças se envolveram em uma briga generalizada na área de acesso aos vestiários. O Palmeiras afirmou que Luighi acabou agredido por um funcionário do Corinthians. Por outro lado, o clube alvinegro alegou que Gabriel Paulista e Breno Bidon sofreram agressões de seguranças palmeirenses.Sem acordo entre as partes, ambos devem registrar boletins de ocorrência no Juizado Especial Criminal.O episódio expõe, mais uma vez, a urgência de combater o racismo no futebol brasileiro — não apenas com discursos, mas com ações concretas e punições exemplares.