A eleição de 2026 trouxe consigo uma escolha que está gerando polêmica nas redes e nos corredores políticos: Daniel Trindade, delegado pelo PL de Roraima, foi eleito deputado federal com impressionantes 16 mil votos. O problema? Ele responde a acusações gravíssimas de tortura de presos, promoção de rinhas em carceragem e improbidade administrativa.
Trindade nega as acusações, claro, mas o fato é que o delegado vai assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro, independentemente dos processos que enfrenta. É um daqueles casos que causa incômodo porque questiona o que realmente leva os eleitores a votarem em determinadas pessoas.
As acusações contra Trindade incluem condutas que violam direitos humanos fundamentais. Tortura de presos é um crime internacionalmente condenado, e aqui estamos falando de alguém que pode ter cometido essas violências e ainda assim recebeu confiança electoral. A improbidade administrativa também é investigada, apontando possível desvio de recursos públicos.
Com a eleição garantida, Trindade vai estar protegido pela imunidade parlamentar (que vale para atos políticos), o que complica ainda mais a situação. É um lembrete de como a máquina política funciona: nem sempre a Justiça consegue acompanhar o ritmo das decisões eleitorais. O PL segue seu caminho com mais uma cadeira conquistada, enquanto o país observa atentamente como isso vai desenrolar.