Uma reviravolta movimentou o caso envolvendo Ronaldinho Gaúcho nesta quinta-feira. A empresária Dalia López, apontada como peça-chave no episódio que levou o ex-jogador à prisão em 2020, foi detida em uma residência de alto padrão em Assunção, no Paraguai. A informação foi confirmada pela polícia local.Ela estava foragida desde março daquele ano, período em que organizou a visita de Ronaldinho e de seu irmão, Roberto de Assis Moreira, ao país. Na ocasião, ambos acabaram presos após apresentarem documentos falsificados ao entrar no território paraguaio, o que gerou repercussão internacional.O episódio, que marcou a carreira do ex-atleta fora dos gramados, resultou em quase um mês de detenção em Assunção. Em seguida, após o pagamento de fiança de US$ 1,6 milhão, a Justiça autorizou a prisão domiciliar. Durante esse período, os irmãos permaneceram em um hotel de luxo na capital.Além disso, para encerrar o processo sem julgamento, houve pagamento adicional de multas. Ronaldinho desembolsou US$ 90 mil, enquanto seu irmão arcou com US$ 110 mil. Dessa forma, ambos conseguiram deixar o Paraguai cerca de cinco meses após a detenção inicial.Enquanto isso, Dalia López seguiu fora do radar das autoridades por anos. No entanto, agora, segundo declaração da própria empresária, a decisão de se apresentar ocorreu por medo de ameaças à sua integridade física. Ainda assim, a polícia realizou a prisão em sua residência, onde encontrou mais de US$ 200 mil em espécie. Ela responde por acusações de falsificação de documentos públicos e associação criminosa. Portanto, a nova fase do caso reacende discussões sobre o episódio que envolveu um dos maiores nomes do futebol mundial e que, até hoje, repercute nos bastidores jurídicos.