Eleições 2026: a violência contra candidatas LGBT+ assusta
Os números são assustadores e revelam uma realidade que a gente preferia não encarar. Uma pesquisa acaba de documentar que candidaturas LGBT+ sofreram mais de 13 mil ataques durante o período eleitoral de 2026. Estamos falando de violência descarada que invade as redes sociais e transborda para a realidade.
Entre todas as vítimas, a deputada Erika Hilton emerge como a principal alvo desse ódio. A parlamentar, conhecida por sua atuação firme em defesa dos direitos LGBT+, tornou-se espécie de alvo predileto de comentários violentos e ataques sistemáticos nas plataformas digitais.
A metodologia do estudo é preocupante: em mais de 1 milhão de interações publicadas no Instagram das contas de candidaturas que permitiram monitoramento, foram selecionados 307 mil comentários com potencial de violência para análise aprofundada. Isso não é coincidência, é padrão.
O projeto Sentinela, responsável pela pesquisa, prova que a intolerância não dormiu. Enquanto avançamos em algumas questões de direitos, a campanha eleitoral mostrou que há quem ainda revide com violência verbal contra candidatas que ousam se colocar como representantes da comunidade LGBT+.
Esses dados precisam servir como alerta para políticos, plataformas digitais e sociedade civil. Democracia com ódio institucionalizado não é democracia de verdade. É hora de cobrar responsabilidade e criar mecanismos reais de proteção para quem quer participar do processo político sem ser alvo de campanhas de intimidação.