Estrela-Guia volta ao Globoplay e revive fenômeno com Sandy

O público nostálgico já tem motivo para celebrar. A novela Estrela‑Guia retorna ao catálogo do Globoplay a partir de 16 de março por meio do Projeto Originalidade. O resgate traz de volta uma produção que marcou os anos 2000 ao misturar romance, espiritualidade e uma estética ligada à vida alternativa.Exibida originalmente em 2001, a trama chamou atenção logo na estreia. Diferentemente do formato tradicional das novelas brasileiras, a história permaneceu no ar por apenas três meses. Ainda assim, o projeto conquistou espaço na memória do público ao apostar em narrativa mais compacta e temática incomum para a televisão da época.No centro da história aparece Cristal, personagem interpretada por Sandy. Criada em uma comunidade alternativa chamada Arco da Aliança, a jovem leva uma vida simples, cercada por valores espirituais e coletivos. No entanto, a rotina muda quando ela conhece Tony, executivo urbano vivido por Guilherme Fontes.A partir desse encontro, a novela constrói o contraste entre dois mundos completamente distintos. Enquanto Cristal representa uma existência conectada à natureza e à espiritualidade, Tony simboliza o ritmo acelerado da vida corporativa. Dessa forma, a narrativa explora temas como solidariedade, igualdade e a busca por equilíbrio em meio às pressões da vida moderna.Criada por Ana Maria Moretzsohn especialmente para Sandy, a personagem Cristal exigiu uma preparação cuidadosa. A atriz participou de treinamentos específicos para incorporar a atmosfera espiritual que define a protagonista.Durante os ensaios, Sandy aprendeu mantras com o musicoterapeuta Tomaz Lima, conhecido como Homem de Bem. Além disso, algumas sequências mais complexas exigiram o uso de dublê.O processo de preparação envolveu praticamente todo o elenco. A equipe participou de workshops que abordaram temas como astrologia, antropologia, sociedades alternativas e práticas esotéricas. Assim, a produção buscou construir um universo ficcional com referências culturais consistentes.Alguns atores mergulharam em treinamentos específicos para compor seus personagens. Fernanda Rodrigues teve aulas de tarô, enquanto Sérgio Marone aprendeu a tocar instrumentos como flauta, kalimba e harmonium.Já Nelson Xavier estudou fitoterapia para interpretar o líder espiritual Purunam. Paralelamente, Lilia Cabral, Sérgio Mamberti e Nizo Neto participaram de aulas de hipismo para determinadas cenas da trama.Grande parte das gravações ocorreu em Pirenópolis, cidade histórica reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro. O município serviu como cenário principal da novela e ajudou a criar a atmosfera mística da história.Além da arquitetura colonial, a produção incorporou tradições locais ao roteiro. Um dos exemplos mais marcantes foi a recriação das Cavalhadas, manifestação cultural que reúne cavaleiros mascarados em encenações históricas. Para essas sequências, a equipe mobilizou cerca de 500 figurantes e mais de 120 cavalos.  Outro momento importante envolveu a representação da tradicional Festa do Divino. A cidade ganhou bandeiras coloridas, pastorinhas e uma arena montada especialmente para as gravações, o que transformou as ruas em um grande cenário festivo.A novela também marcou a segunda experiência de Sandy e Junior Lima como atores na TV Globo, após o seriado Sandy & Junior. Além disso, o projeto apresentou novidades no elenco da emissora, incluindo as estreias de Sérgio Marone e Graziela Moretto em novelas.O elenco ainda reuniu nomes conhecidos da dramaturgia brasileira, como Carolina Ferraz, Rodrigo Santoro, Thaís Fersoza, Floriano Peixoto e Lucinha Lins, que ajudaram a consolidar a produção como uma das novelas mais curiosas e singulares da televisão brasileira.