O voto feminino sob ameaça na Amazônia
Enquanto o Brasil se prepara para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, uma realidade sombria paira sobre as mulheres da região amazônica. A Amazônia Legal — formada pelos sete estados da região Norte, mais Maranhão e Mato Grosso — enfrenta uma crise silenciosa e devastadora: abriga nada menos que seis dos dez estados com as maiores taxas de feminicídio por 100 mil habitantes do país inteiro.
Os números são assustadores e falam por si. Acre e Rondônia apresentam taxas de feminicídio que ultrapassam 3,2 e 2,9 respectivamente — mais que o dobro da taxa nacional, que fica em torno de 1. Isso significa que mulheres nessas regiões correm risco muito maior de terem suas vidas ceifadas por violência de gênero.
Diante dessa tragédia humanitária, as urnas se tornam não apenas um espaço de voto, mas também uma plataforma para mulheres da Amazônia levantarem suas vozes sobre políticas públicas de segurança, proteção e justiça. Muitas eleitoras votarão pensando em quem pode fazer diferença no combate ao feminicídio e na garantia de direitos fundamentais.
A situação demanda ação urgente de autoridades, candidatos e sociedade civil. Enquanto as mulheres amazônicas exercem seu direito democrático, carregam consigo a esperança de que essa eleição possa representar um ponto de virada na luta contra a violência de gênero que as assedia diariamente.