O fim da patente da semaglutida no Brasil, nesta sexta-feira (20), marca uma virada importante no setor farmacêutico. A EMS anunciou que está pronta para iniciar a produção nacional da substância, conhecida por seu uso no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.A empresa estruturou uma planta de alta tecnologia em Hortolândia, no interior de São Paulo, com capacidade para fabricar até 20 milhões de canetas por ano. O investimento ultrapassa R$ 1,2 bilhão e coloca o país em um novo nível de independência na produção de medicamentos complexos.Com a fabricação no Brasil, a expectativa é reduzir a dependência de importações e ampliar o acesso à medicação. Ainda não há definição de preço, mas a promessa é de um produto mais competitivo no mercado.Outro ponto importante é que o medicamento não será considerado genérico. Por se tratar de uma molécula complexa, ele será registrado como “medicamento novo de molécula conhecida”, exigindo aprovação rigorosa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária antes de chegar ao público.Além disso, a farmacêutica já possui experiência com canetas de liraglutida, utilizadas para os mesmos tratamentos, o que reforça a confiança na nova etapa.Mesmo com o avanço, ainda não há data definida para o lançamento. O início da produção depende do aval regulatório, mas o movimento já é visto como um passo importante para tornar o tratamento mais acessível no país e fortalecer a indústria nacional.