Piauí revela: escritório de campanha de Flávio funcionava em imóvel de operador de Vorcaro
A revista Piauí abriu a caixa de Pandora deste mês e revelou um esquema que fica cada vez mais obscuro. O imóvel que Flávio Bolsonaro usava como escritório de campanha em região nobre de São Paulo não estava em seu nome — estava em nome de Fabiano Zettel, que funciona como operador de ninguém menos que Fabiano Vorcaro.
E fica mais interessante ainda: o tal Fabiano Zettel vendeu o escritório pouquíssimo tempo antes de ter seus bens bloqueados pela Justiça. Coincidência? Parece mais aquela velha estratégia de eliminar provas e dificultar rastreamentos de onde o dinheiro realmente saía e para onde ia.
Essa teia de nomes, imóveis e operadores está ficando cada dia mais complicada de seguir — mas é justamente aí que reside a genialidade (se é que dá pra chamar assim) dessa engrenagem ilícita. Usar intermediários, colocar propriedades em nomes de terceiros e vender tudo antes de qualquer investigação ficar quente são táticas clássicas. O que a Piauí conseguiu desenterrar mostra que nada disso é casual ou inocente.