A contradição de Flávio Bolsonaro entre discurso e ação sobre liberdade de expressão
Existe um detalhe curioso — e polemicamente hipócrita — na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Enquanto ele defende nos seus planos de governo uma liberdade de expressão irrestrita e sem limites, sua campanha tem sido bastante ativa em fazer o oposto: censurar críticas na internet.
De acordo com um levantamento recente, a campanha de Flávio obteve nada menos que 24 decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para remover conteúdos críticos publicados em redes sociais. Isso mesmo — duas dúzias de ações judiciais para tirar do ar comentários que desagradavam a campanha.
A contradição é gritante: fala-se de liberdade total enquanto se utiliza a máquina judicial para silenciar vozes discordantes. É o clássico caso do discurso não condizer com a prática, gerando questionamentos legítimos sobre como seria governar com alguém que prega uma coisa mas faz exatamente o oposto.
Eleitores e analistas políticos apontam essa incoerência como um sinal de alerta sobre qual seria a real postura em relação aos direitos constitucionais caso Flávio chegasse ao poder. Afinal, ações falam mais alto que palavras bonitas em campanhas.