Direita faz movimento tático nas urnas
Na reta final da campanha para o primeiro turno das eleições presidenciais, um fenômeno bem tipicamente eleitoral ganhou força: o voto útil. E dessa vez, quem aproveitou a onda foi Flávio Bolsonaro (PL), que conseguiu concentrar apoio de eleitores que antes estavam espalhados entre candidatos menores da direita.
Segundo análise de Felipe Nunes sobre a pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3/10), houve identificação clara desse movimento estratégico. Eleitores que no começo da campanha pensavam em votar em candidatos com menor potencial foram migrando para o senador, buscando fortalecer uma candidatura de direita mais viável.
Essa movimentação tática resultou em Flávio reduzindo consideravelmente a distância que o separava do presidente Lula (PT) no páreo final antes do voto. Na contramão, a esquerda mantém sua consolidação em torno do candidato governista, enquanto a direita conseguiu finalmente centralizar seus esforços.
O voto útil é tão antigo quanto as próprias eleições, mas nessa campanha 2026 ficou evidente como estratégia consciente de parte do eleitorado conservador. Flávio soube aproveitar esse momento de indefinição da direita para juntar força, transformando a dispersão em concentração de votos.