IZA chegou. E chegou marcando território. A rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense cruzou a Marquês de Sapucaí neste domingo, 15 de fevereiro, como a própria representação do enredo “Camaleônico”, homenagem da escola a Ney Matogrosso.Com fantasia vermelha, estampa de escamas e uma cobra imponente na cabeça, a cantora resumiu o conceito com uma frase direta: “Eu sou a própria cobra”. O figurino dialoga com a estética provocadora e performática que marcou a trajetória de Ney, artista que construiu carreira com presença cênica forte e visual marcante.Além disso, a Imperatriz entrou na avenida como a segunda escola a desfilar pelo Grupo Especial do Rio de Janeiro, levando para o público um tributo à versatilidade do cantor, conhecido por transitar entre estilos e personagens. No entanto, a noite teve um significado ainda mais especial. IZA retomou o posto de rainha de bateria após três anos afastada. Nesse período, ela viveu uma transformação importante: tornou-se mãe de Nala, sua primeira filha, nascida em 13 de outubro de 2024.Portanto, o desfile marcou também um reencontro com a Sapucaí em uma nova fase da vida. Mesmo com a agenda intensa e os compromissos profissionais, a cantora decidiu reassumir a função à frente dos ritmistas da escola.Apesar da expectativa em torno da performance, IZA contou que não conseguiu seguir uma preparação física intensa neste ano. A artista relatou que a rotina não permitiu procedimentos estéticos ou treinos mais pesados.“Não tive tempo de fazer procedimentos, mas tenho tentado me alimentar melhor, comendo mais frutas. Tenho lesão no joelho esquerdo. Já operei, mas vira e mexe o joelho reclama”, afirmou.Assim, entre maternidade, recuperação física e homenagem a um dos nomes mais emblemáticos da música brasileira, IZA voltou à avenida com emoção evidente e presença forte. A Imperatriz apostou na força simbólica de “Camaleônico”, enquanto sua rainha encarnou, literalmente, a transformação que o enredo propõe.