Jornalista brasileiro denuncia perseguição política na Argentina: ‘Meu crime foi criticar Milei’

Jornalista brasileiro sofre com perseguição política argentina

O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. chegou ao aeroporto Aeroparque de Buenos Aires no dia 12 de outubro com uma missão clara: continuar suas pesquisas para um livro que está escrevendo sobre o presidente Javier Milei. O que ele não esperava era ser barrado no controle migratório.

Com o RG argentino em mãos, Rogério seguiu o procedimento padrão: validou suas digitais, aguardou a liberação. Mas ao invés de cruzar a porta de entrada, ouviu a sentença: não podia entrar. O motivo? Segundo as autoridades argentinas, sua entrada representava um risco — porque ele havia sido crítico ao governo de Milei.

Em seu relato, o jornalista não hesita em questionar a lógica dessa decisão: ‘Meu crime foi criticar Milei’. Essa frase resume a absurdidade de uma situação em que a liberdade de imprensa e o direito à crítica política são transformados em razões para deportação e perseguição.

O caso expõe uma realidade preocupante sobre autoritarismo na América Latina. Quando um presidente consegue barrar jornalistas em aeroportos simplesmente por fazerem seu trabalho — investigar e questionar o poder — fica claro que há algo profundamente errado com a democracia daquele país. Rogério segue documentando essa experiência traumática e prometendo expor esses abusos.