A disputa judicial entre Marcão do Povo e Ludmilla ganhou um novo desdobramento. A Justiça decidiu encerrar o processo movido pelo apresentador contra a cantora. A decisão saiu em 20 de março. A juíza Thaís da Silva Porto, da 1ª Vara Cível de Santana de Parnaíba, em São Paulo, extinguiu a ação sem resolução do mérito.Ou seja, o Judiciário não analisou o conteúdo da disputa. Marcão do Povo já enfrentava derrotas no caso. Desta vez, ele perdeu o prazo legal para apresentar o pedido principal da ação. Antes disso, ele havia solicitado uma liminar para retirar do ar um vídeo em que Ludmilla afirma que ele cometeu um ato racista contra ela.No entanto, a Justiça negou esse pedido. Na sequência, a lei determinou que o apresentador apresentasse o pedido central em até 30 dias. Mesmo após intimação, ele não cumpriu a exigência. Assim, o processo perdeu continuidade e acabou extinto.Apesar do revés, Marcão ainda pode recorrer da decisão. Além disso, como não houve julgamento do mérito, ele mantém a possibilidade de entrar com uma nova ação, desde que apresente corretamente o pedido principal. As informações são da coluna de Fábia Oliveira o portal Metrópoles.Em dezembro, o embate entre os dois seguiu em outra frente. A Polícia Civil de Barueri, em São Paulo, abriu um inquérito para investigar Ludmilla após uma notícia-crime apresentada pelo jornalista. Marcão afirmou no programa “Primeiro impacto”, do SBT, que o Superior Tribunal de Justiça o inocentou das acusações de racismo movidas pela cantora.Depois disso, Ludmilla publicou um vídeo em 19 de dezembro e contestou a absolvição. Em seguida, o apresentador procurou a polícia. Segundo sua defesa, o STJ o absolveu em dezembro de 2024 e manteve a decisão após recursos em 2025. Por isso, ele alegou que a artista divulgou informações falsas e questionou a decisão judicial.De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, a notícia-crime apontou: “Tais expressões não admitem ambiguidade semântica e afastam qualquer tentativa de enquadramento como crítica genérica, configurando imputação objetiva de conduta criminosa”.O documento também afirmou: “Mesmo ciente do histórico processual, até porque afirma expressamente que houve manobra processual, a representada (Ludmilla) opta por desqualificar a decisão judicial absolutória, imputando ao Judiciário uma suposta fraude e, ao ofendido, a prática de crime”.Logo após a repercussão da notícia-crime, Ludmilla reagiu nas redes sociais. No domingo, 28 de dezembro, ela comentou o pedido de retirada do vídeo com ironia: “Só no Brasil uma pessoa que chamou a outra de macaca em rede nacional pensa em abrir um inquérito criminal contra a vítima”.