Tensão no topo
A crise envolvendo o Banco Master atingiu o pico. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou uma entrevista ao Jornal da Record, realizada na terça-feira (15), para despejar uma verdadeira bomba: defendeu uma reforma estrutural no Judiciário e, de quebra, acusou a procuradora-geral da República, Mendonça, de ser responsável por vazamentos de informações sensíveis.
Para Lula, todo esse tumulto é resultado de uma atuação inadequada de ministros do STF no caso do Banco Master. O presidente quer que todas as informações já reunidas nas investigações sejam abertas ao público, jogando toda a verdade na mesa para evitar especulações e desconfianças.
A acusação contra Mendonça é gravíssima. O presidente insinua que documentos e informações confidenciais estão vazando por culpa da procuradora, alimentando um clima de desconfiança mútua entre os poderes. Isso não é brincadeira — estamos falando de uma guerra aberta entre Executivo e Judiciário em tempo de campanha eleitoral.
Lula também aproveita para criticar duramente a forma como o Supremo tem atuado, questionando se há contaminação política nas decisões dos ministros. Para o presidente, é hora de uma reforma radical no Judiciário que garanta maior transparência e imparcialidade. A entrevista deixou claro: a paciência do Palácio do Planalto com o STF está no fim.