Monique Medeiros foi demitida do cargo de professora da rede municipal do Rio de Janeiro na quarta-feira (25/03), conforme publicação no Diário Oficial assinada pelo prefeito Eduardo Cavaliere. A medida passa a valer a partir da data da publicação. As informações são do O Globo.Ré no processo pela morte de Henry Borel, a ex-servidora deixou a prisão na segunda-feira anterior, após decisão da Justiça que suspendeu o julgamento. A soltura foi determinada pela juíza Elizabeth Louro, do II Tribunal do Júri.O Ministério Público entrou com recurso contra a soltura. O promotor Fábio Vieira afirmou que, na nova audiência marcada para maio, pedirá a condenação de Monique Medeiros e de Jairo Souza Santos Júnior, que segue preso.“A estratégia é dizer como as coisas aconteceram”, afirmou o advogado Hugo Novais, responsável pela defesa de Monique Medeiros.A saída da penitenciária ocorreu após adiamento do júri, que foi interrompido quando a defesa de Jairo Souza Santos Júnior deixou o plenário. A nova data do julgamento foi marcada para o mês de maio.Após deixar a unidade prisional, Monique Medeiros permaneceu em casa com familiares. Segundo a defesa, a rotina no primeiro dia fora da prisão foi discreta, com permanência em ambiente doméstico.Durante o período em que esteve presa, Monique Medeiros adotou um gato que vivia no presídio e recebeu autorização para levar o animal ao deixar a unidade. “Ele foi meu companheiro de cárcere. Não ficava com mais ninguém, e foi ele quem me escolheu. Ele que me adotou, que me ofereceu apoio emocional em todos os meus momentos mais difíceis. Hoje ele tem um lar”, disse Monique Medeiros.