Empresa condenada por coação política a funcionários
A Justiça do Trabalho bateu o martelo e condenou a rede Marabraz a pagar R$ 10 mil em indenização por danos morais a um ex-vendedor. O motivo? Pressão indevida para que o funcionário votasse em Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2022.
A sentença também reconheceu que houve influência indevida da empresa sobre seus trabalhadores, tentando moldar o comportamento eleitoral deles. Esse é um caso clássico de assédio eleitoral: quando um empregador tenta usar sua posição de poder para coagir subordinados a votarem em um candidato específico.
A condenação reforça um princípio fundamental: o direito ao voto é secreto e ninguém pode ser obrigado a revelar ou justificar sua escolha eleitoral. Funcionários não são propriedade de seus patrões, e a liberdade de voto é garantida pela Constituição Federal. A Marabraz terá que arcar com as consequências legais dessa atitude questionável. O caso serve como aviso para outras empresas que possam estar pensando em fazer pressão política sobre seus colaboradores.