Marcelo Adnet perde a paciência com Bolsonaro e fala poucas e boas

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Marcelo Adnet perde a paciência com Bolsonaro e fala poucas e boas (Imagem: Reprodução – Globo / Montagem – RD1)

Marcelo Adnet participou da edição desta semana do programa Papo de Segunda, do GNT, e aproveitou o espaço para tecer críticas ao governo de Jair Bolsonaro.

Indignado com a atual situação que o país se encontra, o humorista soltou o verbo e falou tudo o que pensa sobre o político e também sobre aqueles que o apoiam.

“O bolsonarismo, ele tem uma coisa assim, que tudo bem matar as pessoas, não tem problema matar, afinal de conta as pessoas merecem morrer na cabeça dessas pessoas”, iniciou.

“Só que se você chamar, por exemplo, você falar ‘Bolsonaro é viado’. Isso vai machucar ele. Porque ele não se incomoda de ser assassino. Mas são pessoas que são extremamente preconceituosas, tem coisas que a ofendem muito”, prosseguiu.

“É engraçado isso. É um cara que foi muito incomodado pelo humor. Eles temem essa desconstrução, eles temem essa porrada. E é importante pra caramba no Brasil que a gente tá vivendo. O bolsonarista, ele se ofende com brincadeiras. Chamar de assassino, que mal tem? Mas beijo gay é o problema”, ressaltou ainda.

Adnet finalizou o desabafo criticando a postura de Bolsonaro de induzir seus eleitores a pensarem que a classe artística é vilã da sociedade:

“Tem uma coisa sobre o governo Bolsonaro, quando ele deu aquele ataque de pelanca contra minha pessoa, que era um absurdo eu ter feito um vídeo sobre o Mário Frias… E não tinha nada no vídeo. Como eles ficaram muito chateados, chateadíssimos. Eles sentiram aquilo. Eu prefiro ser odiado, perder seguidores, perder trabalhos, mas não guardar aqui dentro as coisas que eu penso. Acho isso horripilante”.

“Infelizmente encontraram aí uma forma de criminalizar a classe artística. Como se cultura fosse errado. E essa narrativa tá dando muito certo. Eleger grandes inimigos. Então hoje o Bonner é o inimigo, quem poderia imaginar? Eu sou um canalha, ladrão. Porchat é um ladrão de Roaunet. Criou uma guerra cultural e a gente tá no meio dela. Você não consegue digerir um absurdo porque vem outro logo depois”, encerrou o comediante.

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