A comunidade digital e a cidade de Sete Lagoas, em Minas Gerais, despediram-se nesta semana de uma voz de esperança e resiliência. A influenciadora digital Marcela França Brito, conhecida por partilhar a sua jornada de fé e superação, faleceu na última segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, aos 43 anos. Marcela lutava bravamente contra um cancro do colo do útero, diagnóstico que transformou a sua vida e a sua presença nas redes sociais.Marcela acumulava mais de 55 mil seguidores no Instagram, onde utilizava a sua plataforma para muito mais do que entretenimento. Desde que foi diagnosticada com a doença, aos 39 anos, a influenciadora passou a documentar o seu tratamento, oferecendo apoio a outras mulheres que enfrentavam o mesmo desafio.Historicamente, Marcela já lidava com o vírus HPV desde os 24 anos, um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de neoplasias no sistema reprodutor. A sua transparência ao falar sobre exames, quimioterapia e a importância do diagnóstico precoce tornou-se um marco para os seus seguidores, que viam nela um exemplo de força.A notícia da sua morte foi confirmada pela família através de uma nota emocionante publicada no seu perfil oficial. Sob o lema que Marcela sempre carregou — “Família é tudo” — amigos, familiares e fãs prestaram as últimas homenagens. O velório ocorreu na Capela do Asilo, em Sete Lagoas, reunindo centenas de pessoas que acompanharam a sua trajetória.Marcela deixa o marido, Lúcio, e uma filha de 10 anos, Giovanna. Nas redes sociais, mensagens de conforto destacam o “legado de amor e paz” que a mineira espalhou. “Ela vive em cada pessoa que foi tocada pela sua força”, escreveu uma amiga próxima.A história de Marcela França reforça a importância das campanhas de saúde feminina. O cancro do colo do útero é uma das doenças que mais afeta mulheres no Brasil, mas possui altas chances de cura quando detetado precocemente. Especialistas reforçam a necessidade da vacinação contra o HPV e da realização regular do exame Papanicolau.Um post compartilhado por Correio Braziliense (@correio.braziliense)