Transporte público deficiente causa transtorno para votantes em todo o Brasil
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi marcado por um problema tão básico quanto grave: a falta de ônibus. Em diversas cidades espalhadas por todo o país, eleitores enfrentaram filas intermináveis, longas esperas nos pontos de parada e uma redução drástica de frotas no exato momento em que mais precisavam de transporte.
Em Sergipe, por exemplo, passageiros se aglomeravam em busca de ônibus gratuitos para chegar até os locais de votação. O DER-SE afirmou que manteria a gratuidade, mas a realidade nas ruas foi bem diferente: falta de veículos, caos nos corredores de ônibus e pessoas desistindo de votar por não conseguirem se deslocar.
A situação piorou quando um motorista rodoviário de Salvador denunciou ao público que trabalhadores receberam ordens explícitas para manter os ônibus parados nas garagens durante todo o período de votação. Sim, parados mesmo, enquanto milhares de cidadãos tentavam chegar às urnas. Isso é sério demais e vai além de uma mera falta de organização.
A denúncia levou a Federação Brasil Esperança a pedir a prisão do prefeito Bruno Reis por violar direitos constitucionais. Mas além da questão política e judicial, o fato é que o eleitor comum sofreu as consequências diretas dessa bagunça: alguns não conseguiram votar, outros votaram com atraso e pressão, e muitos simplesmente desistiram do processo.