Especialistas destacaram recentemente que ovos de Páscoa com menos de 25% de cacau não podem ser considerados chocolate de qualidade, devido ao alto teor de açúcar e gordura presente nesses produtos. As informações são da CNN Brasil.Segundo a nutricionista Simone Spadaro, quanto menor a concentração de cacau, pior tende a ser o valor nutricional. Em março, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que estabelece critérios para produtos derivados de cacau, criando a categoria “chocolate doce” para itens com no mínimo 25% de sólidos totais de cacau.A redução no teor de cacau costuma ser compensada pelas fabricantes com maior adição de açúcar e gorduras, o que torna o alimento mais calórico e menos nutritivo. “Por outro lado, chocolates com maior teor de cacau (≥ 50% a 70%) geralmente possuem: menor quantidade de açúcar e maior poder de saciedade”, explica a especialista. “Importante destacar: mesmo com maior teor de cacau, o chocolate não deixa de ser um alimento calórico e deve ser consumido com moderação.”A análise dos rótulos também exige atenção, já que nem sempre as informações aparecem de forma clara. “Alguns pontos relevantes podem não estar claros para o consumidor como o percentual real de cacau, que nem sempre é informado de forma evidente, o tipo de gordura utilizada, já que pode haver substituição da manteiga de cacau por gorduras vegetais mais baratas, açúcares “disfarçados” com nomes como xarope de glicose, maltodextrina e açúcar invertido, além da quantidade exata dos ingredientes, uma vez que a lista é obrigatoriamente em ordem decrescente, mas não informa proporções exatas”.A recomendação é observar a lista de ingredientes e priorizar produtos com composição mais simples, com cacau aparecendo como primeiro item. Também é indicado escolher chocolates com teor igual ou superior a 50%, preferencialmente acima de 70%.Evitar produtos com “gordura vegetal” e ter cautela com opções recheadas também são orientações importantes, já que esses itens costumam concentrar mais açúcar, gorduras e aditivos.A especialista ressalta que termos como “premium”, “artesanal” ou “intenso” não garantem melhor qualidade. “A rotulagem pouco clara pode levar a escolhas inadequadas como a falsa percepção de saúde com termos como “premium”, “artesanal” ou “intenso”, que não garantem qualidade nutricional”.Por fim, reforça que o consumo deve ser equilibrado. “Mesmo com maior teor de cacau, o chocolate não deixa de ser um alimento calórico e deve ser consumido com moderação”.