A cara da política no Cerrado expõe desigualdade gritante na representação
Os números não mentem! Uma análise de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) jogou luz num problema que tá escondido há muito tempo: quem tá concorrendo nas eleições do Cerrado tá bem longe de ser a cara do povo que mora lá.
Os candidatos que botam a cara no Cerrado são principalmente homens, brancos e bem-de-vida. Enquanto isso, a população que habita essa região é bem mais diversa, preta e indígena. A disparidade é tão brutal que fica claro: tem algo errado na representação política daquele lugar.
Segundo levantamento, as 9.529 candidaturas declaram nada menos que R$ 16,4 bilhões em bens. Mas ó o detalhe: metade dessa grana tá na mão de apenas 63 nomes. Ou seja, concentração de riqueza que faz dó. E tem mais: apenas 57 candidatos assinaram um compromisso para votar pelo Cerrado. A mensagem é clara: a política lá tá precisando urgentemente de mais diversidade, inclusão e gente que represente de verdade quem vive naquela região do Brasil.