Estudo revela: pessoas negras recebem 60% dos gastos com prisões em 25 estados e Distrito Federal

Números que não mentem

Um estudo recém-divulgado pelo Centro de Pesquisa Justa sobre investimentos em segurança pública nos estados brasileiros traz à tona dados que refletem a dura realidade das desigualdades raciais no sistema prisional do país. Os números são preocupantes e merecem atenção máxima.

De acordo com a pesquisa, a cada dez reais gastos com prisões no ano passado, em 26 unidades federativas brasileiras, seis foram destinados exclusivamente ao encarceramento de pessoas negras. Isso significa que mais de 60% dos recursos investidos em prisões estão sendo concentrados em um único grupo populacional, evidenciando uma disparidade gritante.

O levantamento abrange 25 estados além do Distrito Federal, demonstrando que essa não é uma questão isolada ou regional, mas sim um padrão sistêmico que percorre o Brasil de norte a sul. A situação revela como o sistema de justiça criminal afeta de forma desproporcionalmente maior a população negra do país.

Esses dados não apenas comprovam o que especialistas em direitos humanos e ativistas sociais vêm denunciando há anos, mas também quantificam a magnitude do problema de forma inegável. O desequilíbrio no direcionamento de recursos públicos para o encarceramento reflete questões mais profundas relacionadas a racismo estrutural, acesso desigual à justiça e políticas de segurança pública que historicamente marginalizam comunidades negras.

O estudo serve como alerta crucial para a necessidade de reformas urgentes no sistema prisional e nas políticas de segurança pública que garantam tratamento igualitário e justo para todas as pessoas, independentemente de raça ou cor.