A participação de Jonas Sulzbach no “BBB 26” tem exposto um lado sensível que o público já começa a reconhecer. Sempre que o assunto envolve família, o modelo não segura as lágrimas. Fotos do filho no quarto do líder ou lembranças enviadas no presente do anjo bastam para quebrar a postura firme que ele costuma manter no jogo.No entanto, a ligação intensa com a família não nasceu dentro do reality. Ela carrega uma história marcada por perda e trauma. Antes mesmo da nova temporada do programa, Jonas enfrentou a morte do irmão, Rafael Noronha, vítima de um crime que chocou o interior do Rio Grande do Sul.Rafael tinha 20 anos quando o encontraram morto na madrugada de 25 de junho de 2012, em Lajeado, no Vale do Taquari. O corpo apresentava marcas de nove tiros e estava próximo a um campo de futebol. Na época, Jonas havia deixado o “BBB 12” havia apenas três meses, o que ampliou a repercussão do caso.A Polícia Civil investigou duas linhas principais. De um lado, levantou a possibilidade de dívida ligada ao tráfico de drogas, já que Rafael era usuário. Por outro, considerou crime passional, pois relatos indicavam envolvimento com a companheira de um traficante. Apesar das apurações, o caso enfrentou entraves e não avançou de forma definitiva.Diante da tragédia, Jonas usou as redes sociais para se despedir. “Fica com Deus meu anjo. Agora descanse em paz! Te amo! Pra sempre!”, escreveu ele, então com 26 anos. Pouco depois, apagou a publicação, numa tentativa de preservar a intimidade em meio à dor.Rafael era meio-irmão do ex-BBB, filho de Marlene Verruck. Os dois moravam juntos em Lajeado, assim como a mãe. Registros nas redes mostram momentos de confraternização entre os irmãos, o que reforça a proximidade que Jonas demonstra até hoje.Por isso, cada referência à família dentro do confinamento carrega um peso maior. No jogo, as lágrimas surgem rápido. Fora dele, a memória do irmão segue como parte essencial da trajetória que o público agora acompanha em rede nacional.