Ninguém dormiu antes do Salgueiro. A escola encerrou o Carnaval 2026 como última atração da Sapucaí e entrou na Avenida na madrugada de quarta-feira, 18 de fevereiro, em um desfile que já nasceu cercado de expectativa, emoção e holofotes.A vermelho e branco chegou com o peso de quem sabe fechar a festa como poucas. Além disso, carregou um dos elencos mais comentados do ano. Viviane Araújo, acima de tudo consagrada como a “rainha das rainhas”, voltou a reinar à frente da comunidade.E, para completar o impacto, por fim, o Salgueiro ainda apostou em um time de musas famosas, com nomes como Gkay, Lívia Andrade e Bruna Griphao, o que aumentou a curiosidade do público e movimentou a madrugada.O enredo tem título longo e irresistível: “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”. Por trás dessa aventura carnavalesca, a escola preparou uma homenagem sensível a Rosa Magalhães, uma das artistas mais geniais da história do samba.Rosa sempre acreditou que uma história podia abrir caminhos. Para ela, cada livro funcionava como portal. Assim, personagens, cores e mundos inteiros saíam das páginas direto para a imaginação.Com o tempo, essa paixão virou carnaval. As palavras se transformaram em fantasias, os desenhos ganharam vida e a Avenida passou a receber reis, criaturas mágicas, piratas e figuras que pareciam ter escapado de um conto popular.Além disso, Rosa enxergava o desfile como uma aula aberta: culturas se misturavam, mitos se encontravam e o povo virava protagonista da própria narrativa.Mesmo quando viajava por fábulas e delírios, Rosa também olhava para o Brasil real. Observava a natureza, os símbolos do povo e as cores da identidade brasileira.Agora, o Salgueiro transformou essa trajetória em enredo e fechou o Carnaval 2026 com brilho e emoção. Viviane Araújo, ao lado das musas famosas, conduziu uma madrugada que virou assunto antes mesmo do dia amanhecer.