Trump anuncia megadeal petrolífero e reaviva fantasma do colonialismo na Venezuela

Trump propõe acordo bilionário que ressuscita controle colonial sobre petróleo venezuelano

Donald Trump não perdeu tempo em provocar na volta ao poder (ou em sua busca pelo mesmo). Na noite de sexta-feira, o ex-presidente americano anunciou via Truth Social nada menos que o “maior acordo petrolífero da história mundial”. O plano? Dar aos Estados Unidos controle parcial de 65 bilhões em reservas de petróleo venezuelano. Coisa de tirar o fôlego, não é?

Mas enquanto Trump celebra a “genialidade” do negócio, analistas e críticos internacionais tocam a sineta de alarme. O acordo revive um padrão histórico perigoso: as grandes potências ocidentais determinando os rumos do continente latino-americano, especialmente quando se trata de recursos naturais. A Venezuela, historicamente marcada por exploração externa, vê nessa proposta um retorno claro ao modelo colonialista que os países da região tentam superar há séculos.

A questão central é: quem realmente se beneficia? Especialistas apontam que acordos desse tipo historicamente enriquecem corporações americanas e debilitam a soberania dos países fornecedores. É o velho jogo de sempre: potência econômica global + país rico em recursos naturais = receita para desigualdade estrutural. Trump pode achar que é um negócio brilhante, mas a história tem muito a dizer sobre esse tipo de “oportunidade”.