Em um discurso em um fórum de investimentos em Miami, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (27) que “Cuba é a próxima”, elogiando os êxitos da ação militar americana na Venezuela e no Irã.Apesar de o presidente não ter detalhado suas intenções em relação à ilha, ele costuma declarar que o governo de Havana, que enfrenta uma severa crise econômica, está prestes a desmoronar.O republicano discursou a investidores em Miami, reduto da comunidade cubana de oposição ao regime castrista nos EUA.Nas últimas semanas, sua administração iniciou negociações com membros da liderança cubana, enquanto o próprio Trump insinuou que uma ação militar poderia ser possível.“Eu construí este grande Exército. Eu disse: ‘Vocês nunca precisarão usá-lo’. Mas às vezes é preciso usá-lo. E Cuba é a próxima, aliás”, disse Trump, ao discursar para investidores em Miami. “Mas finjam que eu não disse isso. Finjam que eu não disse.”O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu que o país está em negociações com os EUA numa tentativa de evitar um possível confronto militar. A economia cubana foi duramente afetada pelas interrupções nas importações de petróleo, das quais depende para operar usinas de energia e o sistema de transportes.Antes da operação dos EUA para capturar o então líder venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, a Venezuela fornecia grande parte do petróleo consumido por Cuba, mas o novo governo de Caracas, sob pressão de Washington, interrompeu esses envios.No início de março, Trump havia dito que Cuba poderia ser alvo de uma “tomada amigável”. Ele acrescentou, no entanto: “pode não ser uma tomada amigável”.