A estratégia americana para o futuro
Donald Trump não ficou na dele durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas na terça-feira. O presidente americano foi bem claro e direto: qualquer tentativa de estabelecer um sistema internacional de controle sobre inteligência artificial está fora da agenda dos Estados Unidos.
Para Trump, a IA não é algo a ser regulado globalmente, mas sim uma ferramenta de competição entre nações. Quem conseguir dominar essa tecnologia será o grande vencedor no cenário geopolítico mundial. É a visão clássica dele de ver o mundo como um grande mercado onde os mais fortes levam todas as vantagens.
A posição americana representa um claro desafio às tentativas da comunidade internacional de criar regras consensuais sobre o uso e desenvolvimento da inteligência artificial. Trump deixa implícito que os EUA vão buscar ser a potência dominante nesta corrida tecnológica, sem abrir mão de sua soberania ou competitividade para agradar a organismos internacionais. É geopolítica de alto nível em tempos de transformação digital.