Uso indevido do Pix leva Banco Central a discutir novas medidas de segurança
Medidas para combater o uso de mensagens ofensivas e até ameaças em transferências via Pix estão em discussão no país
Estão sendo discutidas medidas para combater o uso de mensagens abusivas e até ameaças em transferências feitas por Pix no país. A proposta inclui a implementação de filtros, possíveis limitações no campo “descrição” e iniciativas educativas para prevenir o uso inadequado da ferramenta.A ação integra um grupo de trabalho divulgado pelo Banco Central do Brasil, após a detecção de situações em que usuários começaram a usar o Pix como forma de comunicação abusiva, frequentemente com valores simbólicos.O problema tem chamado a atenção por desvirtuar a função do sistema, criado para facilitar transações financeiras. Esse tipo de prática acende um alerta principalmente em casos de violência doméstica. Há situações em que agressores utilizam o Pix para continuar em contato com a vítima, enviando pequenas quantias acompanhadas de mensagens de ameaça ou intimidação, mesmo após bloqueios em outros canais.A advogada Andressa Lipski, chefe da área jurídica e de compliance da Trio, grupo financeiro que atua com Pix direto no sistema do Banco Central, explica que esse tipo de conduta tem consequências legais.O Banco Central informou que as propostas do grupo de trabalho devem ser apresentadas até o dia 30 de junho. Entre os pontos em discussão estão a criação de filtros para mensagens e possíveis restrições no uso do campo “descrição”.
