Um dado alarmante emergiu da análise dos resultados eleitorais do Rio de Janeiro no primeiro turno de 2026. Áreas controladas ou sob influência de milícias concentram aproximadamente 89% da vantagem eleitoral que o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na capital fluminense.
Nos locais de votação situados em territórios dominados por essas organizações criminosas, Flávio apresentou números significativamente superiores aos de Lula, criando uma distorção geográfica preocupante nos padrões de voto. Esse levantamento levanta questões importantes sobre a influência de grupos criminosos nas decisões eleitorais e na liberdade de voto em comunidades vulneráveis.
A concentração maciça de votos em áreas específicas sob controle paralelo coloca em xeque a qualidade do processo democrático nessas regiões e reforça debates sobre segurança, liberdade de expressão política e o papel do Estado em garantir eleições genuinamente livres.
Os dados corroboram preocupações de especialistas em segurança pública e analistas políticos sobre a penetração de redes criminosas nas dinâmicas eleitorais brasileiras, especialmente na capital do Rio de Janeiro, historicamente marcada pela atuação de milícias.