A disputa eleitoral segue acirrada e o tribunal já começou a exercer papel de árbitro de campanha. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu neste domingo (11 de outubro) que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gaste recursos financeiros para impulsionar vídeos que expõem a posição do senador Flávio Bolsonaro (PL) contra o fim da escala 6×1.
A decisão atendeu pedido da campanha do senador, que alegou irregularidades na campanha petista. Enquanto isso, o tema da jornada de trabalho segue sendo um ponto de tensão entre as forças políticas, com o governo federal buscando aprovar a mudança e setores conservadores fazendo resistência feroz.
A medida do TSE levanta questionamentos sobre liberdade de expressão e os limites da propaganda política. Afinal, usar vídeos que mostram a posição de um candidato é propaganda factual ou ataque infundado? Essa é a grande discussão nos bastidores do tribunal eleitoral.
O que fica claro é que este será um processo eleitoral marcado por decisões judiciais e disputas procedimentais, com o tribunal tendo que arbitrar constantemente o que entra e o que não entra no ar durante as campanhas.